domingo, 28 de junho de 2009
sábado, 27 de junho de 2009
Recebi do Rielli.
Muito bom!
Conto real, ainda não revisado.
Os vasos de porcelana.....
O telefone tocou e do outro lado uma pessoa educadíssima perguntou se eu conseguiria restaurar vasos de porcelana, e perguntou qual seria o provável resultado do restauro. Contei que a porcelana, não é difícil para ser restaurada e que o trabalho fica perfeito, e coisa e tal..
Na verdade, restauro em porcelana, é muito trabalhoso, porque a maioria das partes tem que ser unidas com a inclusão de pinos, para que em um período curto não venham a se soltar, o retoque, foi com tinta rápida, tipo duco, alem de ter que desfazer as "colagens" caseiras que normalmente são feitas ou para escapar do restaurador, ou para tentar burlar os patrões.
Mas enfim, a moça do telefone se identificou como secretaria executiva do presidente de uma grande empresa, e que iria me remeter os vasos de porcelana para que eu orçasse.
Até me esqueci disso, mas um dia, chegando ao meu atelier assim que abri a porta vi minha assistente máster, com os olhos arregalados olhando pra mim tipo “vai vir trovão”... Bom, eu já fiquei preocupado que algo tivesse dado errado, afinal restaurador não tem o direito de errar, nunca! Segui a Katty ate a sala de identificação e lá estavam os vasos de porcelana.. Duas privadas!! Pois é... duas privadas brancas básicas! Eu fiquei louco da vida, queria jogar pela janela, como alguém podia ser tão tapado a ponto de mandar duas privadas pra um restaurador Fine Art´s, esbravejei por meia hora, mas me acalmei, e com a mente completamente diabólica, peguei o telefone e liguei pra secretaria que havia mandando as peças.
Ela atendeu ao telefone, perguntou se eu havia recebido os vasos de porcelana e orçado.
Eu calmamente, disse que sim, que tinha feito a perícia de sinistro e orçamento, relatei os procedimentos a serem tomados, e que o custo da restauração de seria de R$ 7.000,00 restauro de cada um dos “vasos”. Ela anotou, disse que iria consultar o seu diretor e me retornaria com uma posição. Desliguei o telefone de “alma lavada” feliz da vida porque os deixaria indignados, porem mais bravos do que eu havia ficado. Foi realmente uma doce vingança. Fiquei atento a cada toque do telefone, eu fazia questão de se mesmo a atender a ligação de retorno. A secretária ligou, primeiramente falou que sabia da minha capacidade profissional etc...e qual não foi minha surpresa quando disse que orçamento havia sido aprovado, e que o próprio presidente da empresa vira fazer o pagamento antecipado.
Na hora eu pensei... PEGADINHA!! Imagine, uma bacia sanitária deve custar pouco mais e cem reais! Porem com dia marcado, hora marcada, um senhor, cercado de seguranças chegou ao atelier, era o dono dos agora "santos vasos de porcelana", que tinha vindo pagar o restauro antecipadamente.
Conversando com ele, decifrei a charada. Os vasos eram de dois vagões ferroviários do final do século XIX, sendo um vagão restaurante e outro vagão Pullmann que estavam em perfeito estado e são raríssimos, meu cliente havia construído em sua fazenda uma linha ferroviária, com duas estações e esses vagões, iram percorrer o trajeto enquanto os amigos jantavam e se divertiam. Cada um desses vagões tinha originalmente as próprias toaletes, e essa foi essa a origem dos santos vasos. O restauro ficou perfeito, era pouca coisa a ser feita, mas ficou muito bom mesmo, a ponto de o cliente me repassar uma pequena incumbência, comprar uma Maria Fumaça, pelo valor que fosse. Pesquisei no Brasil as 416 locomotivas do tipo ainda existentes, mas nenhuma estava à venda, pois ou eram patrimônios publico, ou objeto de massa falida, como o cliente estava disposto a pagar mais de um milhão, fui mais longe.. encontrei uma na Bolívia.. mas essa é outra historia. Agora, se eu chegar no atelier e tiver uma granada encima da mesa de identificação, eu coloco a dita cuja na minha cama.
Carlos Rielli
Muito bom!
Conto real, ainda não revisado.
Os vasos de porcelana.....
O telefone tocou e do outro lado uma pessoa educadíssima perguntou se eu conseguiria restaurar vasos de porcelana, e perguntou qual seria o provável resultado do restauro. Contei que a porcelana, não é difícil para ser restaurada e que o trabalho fica perfeito, e coisa e tal..
Na verdade, restauro em porcelana, é muito trabalhoso, porque a maioria das partes tem que ser unidas com a inclusão de pinos, para que em um período curto não venham a se soltar, o retoque, foi com tinta rápida, tipo duco, alem de ter que desfazer as "colagens" caseiras que normalmente são feitas ou para escapar do restaurador, ou para tentar burlar os patrões.
Mas enfim, a moça do telefone se identificou como secretaria executiva do presidente de uma grande empresa, e que iria me remeter os vasos de porcelana para que eu orçasse.
Até me esqueci disso, mas um dia, chegando ao meu atelier assim que abri a porta vi minha assistente máster, com os olhos arregalados olhando pra mim tipo “vai vir trovão”... Bom, eu já fiquei preocupado que algo tivesse dado errado, afinal restaurador não tem o direito de errar, nunca! Segui a Katty ate a sala de identificação e lá estavam os vasos de porcelana.. Duas privadas!! Pois é... duas privadas brancas básicas! Eu fiquei louco da vida, queria jogar pela janela, como alguém podia ser tão tapado a ponto de mandar duas privadas pra um restaurador Fine Art´s, esbravejei por meia hora, mas me acalmei, e com a mente completamente diabólica, peguei o telefone e liguei pra secretaria que havia mandando as peças.
Ela atendeu ao telefone, perguntou se eu havia recebido os vasos de porcelana e orçado.
Eu calmamente, disse que sim, que tinha feito a perícia de sinistro e orçamento, relatei os procedimentos a serem tomados, e que o custo da restauração de seria de R$ 7.000,00 restauro de cada um dos “vasos”. Ela anotou, disse que iria consultar o seu diretor e me retornaria com uma posição. Desliguei o telefone de “alma lavada” feliz da vida porque os deixaria indignados, porem mais bravos do que eu havia ficado. Foi realmente uma doce vingança. Fiquei atento a cada toque do telefone, eu fazia questão de se mesmo a atender a ligação de retorno. A secretária ligou, primeiramente falou que sabia da minha capacidade profissional etc...e qual não foi minha surpresa quando disse que orçamento havia sido aprovado, e que o próprio presidente da empresa vira fazer o pagamento antecipado.
Na hora eu pensei... PEGADINHA!! Imagine, uma bacia sanitária deve custar pouco mais e cem reais! Porem com dia marcado, hora marcada, um senhor, cercado de seguranças chegou ao atelier, era o dono dos agora "santos vasos de porcelana", que tinha vindo pagar o restauro antecipadamente.
Conversando com ele, decifrei a charada. Os vasos eram de dois vagões ferroviários do final do século XIX, sendo um vagão restaurante e outro vagão Pullmann que estavam em perfeito estado e são raríssimos, meu cliente havia construído em sua fazenda uma linha ferroviária, com duas estações e esses vagões, iram percorrer o trajeto enquanto os amigos jantavam e se divertiam. Cada um desses vagões tinha originalmente as próprias toaletes, e essa foi essa a origem dos santos vasos. O restauro ficou perfeito, era pouca coisa a ser feita, mas ficou muito bom mesmo, a ponto de o cliente me repassar uma pequena incumbência, comprar uma Maria Fumaça, pelo valor que fosse. Pesquisei no Brasil as 416 locomotivas do tipo ainda existentes, mas nenhuma estava à venda, pois ou eram patrimônios publico, ou objeto de massa falida, como o cliente estava disposto a pagar mais de um milhão, fui mais longe.. encontrei uma na Bolívia.. mas essa é outra historia. Agora, se eu chegar no atelier e tiver uma granada encima da mesa de identificação, eu coloco a dita cuja na minha cama.
Carlos Rielli
sexta-feira, 26 de junho de 2009
O Cordão umbilical, a transformação e a cozinha.

paloma perez 2006 serie maternidade, colagem FORMICA s/MDF, 228X95cm
Quem me conhece um pouco, sabe do meu lugar preferido de casa... A cozinha.
Tão preferido que tenho um som instalado, com músicas escolhidas para me fazer feliz (podia ganhar mais).
Outro dia chega um amigo, foi me dar um beijo, eu na cozinha, claro. Ele para e pergunta, como nunca pensei nisso antes?
Ainda longe do ideal, um dia minha cozinha será no meio da sala de estar. Mas, este é outro assunto.
Cresci em um lugar que sentar para comer era um ritual. Dos melhores possíveis. Lugar para se encontrar, trocar idéias, saber do outro... Existiam contradições, diferenças, conflitos e às vezes brigas.
Este em especial é um hábito cada vez mais esquecido. Será falta de tempo? Ou quem sabe, o que me assusta mais ainda, preguiça? Ou preferir comer assistindo TV, quem sabe jogando?
Aqui em casa foi e é tarefa a ser ensinada e aprendida. Não com o filhote já crescido e acostumado com o tal ritual. E sim com os que foram chegando ao longo dos últimos 6 anos.
Um dos meus meninos ainda não compreende. Fica feliz da vida quando em uma das raríssimas vezes deixo comer no quarto ”jogando” ou no computador.
Uma psicóloga e educadora a quem prezo escreve:
“ Tenho observado a dificuldade que muitas crianças têm de falar com adultos e pares olhando para seu interlocutor. Elas falam e olham para o lado, para baixo e até para além da pessoa com quem conversam, mas o olho no olho parece ser desagradável, difícil para elas.
Talvez seja porque estão acostumadas a olhar para a TV ou para o jogo enquanto conversam com os pais ou se alimentam.
O horário das refeições é o melhor pretexto para reunir a família porque ocorre com regularidade e de modo informal. E, nessa hora, os pais podem expressar e atualizar seus afetos pelos filhos de modo mais natural, além de construir o ambiente acolhedor que permite aos mais novos perceber com clareza que aquele é seu grupo de referência e de pertencimento.
As refeições em família são um excelente momento para transmitir tradições familiares aos filhos: quais alimentos aquela família prefere e quais são os seus modos usuais de preparação, como se comporta à mesa, quais assuntos costuma abordar durante a refeição, o tom de voz usado, como os membros se tratam. Tudo isso é apreendido pelos mais novos, que podem encontrar seu modelo de identificação familiar e ter contato com o conhecimento construído pelas gerações anteriores da família.
O horário das refeições também pode servir, para que os filhos saibam mais sobre a rotina profissional dos pais e para que estes ouçam sobre a vida escolar e social dos filhos sem cobranças.
Por que estamos nos tornando comedores solitários? Por que aceitamos a idéia de que o alimento é mais importante em seu aspecto nutricional do que social? Por que a TV e o computador são nossas companhias preferidas no horário das refeições?
Pelo jeito, temos muito a refletir sobre esse assunto.”
Este texto faz sentindo as minhas brigas internas. Será que só eu percebo?
Não, ontem mesmo fiquei surpresa. Decidi que iria jantar mais tarde, quando me desse vontade. De vez em quando é bom... Foi “ato-falho” eu sei. Queria testar.
As perguntas chegaram.
Você não fez jantar para todo mundo? Sim, eu fiz...
Ah eu sei que fez para todos, não vamos comer juntos? Hoje não, vou comer mais tarde.
Mas?
Fico entre a cruz e a caldeirinha... Quero agradar e manter os hábitos que já existiam. Por outro lado gostaria de mostrar outros prazeres. De mostrar que conversar é gostoso e que conflitos fazem bem. No mínimo para nos ensinar a passear na vida.
Nesta tarefa sinto solidão, porque o instinto de proteção, com o filhote que agora se aconchega, não permite. Parece que faço errado, ou da maneira menos “acostumada”.
Aqui entra o cordão umbilical.
Entendo que os filhos nascem para a vida própria quando o cordão umbilical é cortado na hora do parto. Daí em diante, é tarefa nossa reafirmar esse corte.
O que fazer quando isso não aconteceu?
Como ajudar, sem dar a sensação de estar atrapalhando?
Com carinho, amor, segurança... Será que tem receita?
Continuo achando que educar é compromisso com o futuro e não com o presente. O atender agora, compromete o futuro de quem queremos bem.
Diferente dos olhos vendados que sinto na maioria, estarei de olhos bem abertos – mesmo errando. Gostaria muito que os meninos não fizessem parte da nova geração de jovens frágeis, dependente dos pais e de outros adultos, que têm dificuldades em assumir responsabilidades e encarar a maturidade.
Só sei de meu instinto, que muitas vezes aparece somente quando estou adormecendo e com a missão do dia cumprida. Naquele horário em que percebemos tudo de errado que havia feito durante o dia, como qualquer mãe. E naquele mesmo horário que se da conta do quanto amamos aquelas pessoas.
Tenho orgulho de meus meninos! Muito... A festa junina na escola foi linda! Do mais velho sei, que a única coisa que espero, é que neste momento de transformação, os acidentes sejam os menores. Ver ele dançando quadrilha, nos altos de seus 1,90m e tantos foi emocionante. As vergonhas se foram, assim como “o que os outros acham”. Meu pequeno, o “pingo” , que resolveu trabalhar o dia inteiro, vendendo em uma barraquinha. De touca (sim aquela que não permite cabelos caiam nas comidas) e com chapéu de palha, estava todo engajado com a “causa”. Corajoso e responsável ficou ate irmos embora. Tomara que no futuro ele entenda o meu carinho.
Sabem o que me fascina no ato de cozinhar? A transformação. Como é que pode um punhado de farinha, queijo, ovos e leite transformarem-se num dourado suflê? Essa transformação, para mim, parece mágica. Mágica que podemos fazer com nossas mãos.
Essa é a ponte, para mim, entre educar e cozinhar: a transformação que podemos produzir nas duas atividades, uma tão distinta da outra, mas com tantas características em comum.
Quem cozinha precisa ser paciente e persistente; quem educa também. Para cozinhar é preciso prestar atenção em todos os detalhes; para educar também. Cozinhar é um ato de extrema generosidade; educar também. Cozinhar dá um trabalho danado; educar também. Para cozinhar é preciso despir-se de todos os preconceitos; para educar também. E a lista dos ingredientes não pára por aí. Assim como o não dar certo em determinado dia.
Espero que eles aprendam que em toda transformação existe a boa surpresa. Mesmo não sendo a que esperamos.
Vou fazer jantar!
Uma Lenda Nunca Morre.
Ele se foi, mas o que deixou estará para sempre.
Hoje almoçando com meus meninos, começam as perguntas...
Nossa, porque tanto auê?
O cara não era maluco, bizarro?
Estão comparando ele com os grandes nomes que já se foram...Porque?
Levantamos e imediatamente, fui procurar algum texto confiável para que eles entendessem quem foi Michael Jackson. De cara fui ver se meu querido amigo Serginho (Sérgio Scarpelli - Jazzmaster), tinha escrito algo. Cada um dos meninos saiu para um lado, um querendo ver os clips, o outro querendo ouvir suas músicas - com outros ouvidos.
Colo aqui o texto na integra, da pessoa que hoje talvez mais conheça, saiba e viva musica.
http://www.jazzmasters.com.br/
"Não existirá mais nada igual ou melhor que Michael Jackson e sua música jamais deixará de tocar.
Hoje eu não preciso ficar catando vinis antigos empoeirados ou CDs para ouvir alguma música de Michael Jackson. Eles estão sempre na ativa. Hoje eu não preciso ficar vendo seus videos em especiais na TV. Sempre que posso vejo. Hoje eu não preciso ficar produzindo um especial de Michael Jackson porque ele já estava pronto e foi colocado no ar para comemorar seu aniversário de 50 anos. Michael Jackson faz parte da minha rotina há mais de 30 anos e não seria bem hoje que eu iria mudar alguma coisa.
Se estou triste? Claro que sim. É muito difícil saber que aquele cara que você acompanhou a vida toda não existe mais. Eu aprendi a ouvir música, ouvindo os Jackson 5. Mas é bem a verdade que a saudade hoje só não é mais dolorida, porque já sentia saudade de Michael Jackson há muito tempo. Michael Jackson morreu hoje de morte morrida. Pois como artista, ele já havia nos deixado de luto. Consumido pela sua insanidade, ele não era nem mais sombra do que um dia foi e representou.
Como bem disse Ricardo Freire a sensação da morte de Michael Jackson foi como se ele estivesse doente por muito tempo e finalmente descansou. E talvez seja isso mesmo. Michael Jackson descansou. A mídia vai parar de falar de suas bizarrices e lembrar do seu legado na música. E vai perceber que ele deixou um buraco. Nada é nem de longe parecido com o que Michael Jackson um dia foi e nem será. Um artista completo, dançarino notável, visonário e revolucionário.
Michael Jackson mudou a música negra. Mudou a música pop. Criou uma nova estética seja musical, seja visual. Praticamente criou o Video Clip. A dinâmica de vender uma música através da imagem e não simplesmente de um single tocando no rádio. Tudo vai ficar mais pobre sem Michael Jackson na música. Não teremos mais que especular sobre sua volta. Se ele repetiria o sucesso de antes. Se ele se adequaria a música vendida digitalmente. Michael Jackson leva para o seu túmulo uma era da música que jamais vai se repetir.
Queria agradecer Michael Jackson pelos inúmeros belos momentos que ele proporcionou à minha vida. Queria agradecer principalmente pelos Jackson 5, pelos álbuns Off The Wall e Thriller. Por músicas sublimes como Billie Jean, Rock With You, Beat It, Blame It On The Boogie e tantas outras. E garanto que suas músicas vão continuar tocando na minha casa, carro, Ipod e no meu programa de rádio. Aliás como sempre!
Boa viagem aos céus Michael. E no caminho dê uma passeada pela Lua. Você sabe fazer isso como ninguém!
Sérgio Scarpelli"
Hoje almoçando com meus meninos, começam as perguntas...
Nossa, porque tanto auê?
O cara não era maluco, bizarro?
Estão comparando ele com os grandes nomes que já se foram...Porque?
Levantamos e imediatamente, fui procurar algum texto confiável para que eles entendessem quem foi Michael Jackson. De cara fui ver se meu querido amigo Serginho (Sérgio Scarpelli - Jazzmaster), tinha escrito algo. Cada um dos meninos saiu para um lado, um querendo ver os clips, o outro querendo ouvir suas músicas - com outros ouvidos.
Colo aqui o texto na integra, da pessoa que hoje talvez mais conheça, saiba e viva musica.
http://www.jazzmasters.com.br/
"Não existirá mais nada igual ou melhor que Michael Jackson e sua música jamais deixará de tocar.
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Se estou triste? Claro que sim. É muito difícil saber que aquele cara que você acompanhou a vida toda não existe mais. Eu aprendi a ouvir música, ouvindo os Jackson 5. Mas é bem a verdade que a saudade hoje só não é mais dolorida, porque já sentia saudade de Michael Jackson há muito tempo. Michael Jackson morreu hoje de morte morrida. Pois como artista, ele já havia nos deixado de luto. Consumido pela sua insanidade, ele não era nem mais sombra do que um dia foi e representou.
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Como bem disse Ricardo Freire a sensação da morte de Michael Jackson foi como se ele estivesse doente por muito tempo e finalmente descansou. E talvez seja isso mesmo. Michael Jackson descansou. A mídia vai parar de falar de suas bizarrices e lembrar do seu legado na música. E vai perceber que ele deixou um buraco. Nada é nem de longe parecido com o que Michael Jackson um dia foi e nem será. Um artista completo, dançarino notável, visonário e revolucionário.
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Michael Jackson mudou a música negra. Mudou a música pop. Criou uma nova estética seja musical, seja visual. Praticamente criou o Video Clip. A dinâmica de vender uma música através da imagem e não simplesmente de um single tocando no rádio. Tudo vai ficar mais pobre sem Michael Jackson na música. Não teremos mais que especular sobre sua volta. Se ele repetiria o sucesso de antes. Se ele se adequaria a música vendida digitalmente. Michael Jackson leva para o seu túmulo uma era da música que jamais vai se repetir.
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Queria agradecer Michael Jackson pelos inúmeros belos momentos que ele proporcionou à minha vida. Queria agradecer principalmente pelos Jackson 5, pelos álbuns Off The Wall e Thriller. Por músicas sublimes como Billie Jean, Rock With You, Beat It, Blame It On The Boogie e tantas outras. E garanto que suas músicas vão continuar tocando na minha casa, carro, Ipod e no meu programa de rádio. Aliás como sempre!
Boa viagem aos céus Michael. E no caminho dê uma passeada pela Lua. Você sabe fazer isso como ninguém!
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Sérgio Scarpelli"
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